Isto não é na verdade uma teoria...são apenas algumas ideias, que compartilhei com as miudas aqui na ESEFG...
A Teoria dos Abocaths é uma "Enfermeirice", que por sua vez é um estado agudo que se manifesta por estar sempre a falar da enfermagem e do material e de tudo ter uma comparação com esta nossa vida...É um bocado triste, mas é um vício e quanto mais se fala, mais se quer falar...são as consequencias de estar tanto tempo e de ocupar tanto da nossa vida a"Treinar" para ser Enfermeira.
Os Abocaths para quem não sabe, são um tipo de material importantíssimo para os enfermeiros e um esteriótipo mais actualizado do que as agulhas e as seringas...também picam, mas de maneira diferente. Estes são mais exigentes...ficam na veia e depois é lá que conectam os soros e se administram os medicamentos. Mas não é isto o fulcro da questão. O principal é que é fácil picar a veia e difícil progredir com o abocath, uma vez que exige muita concentração e destreza. Que o abocath seja o indicado, que a veia seja boa, que a técnica seja bem aplicada, que não se esteja ansioso e a tremer... são algumas das condições. A analogia resulta, com alguns amores. São fáceis de picar e díficeis de progredir...É preciso que os dois estejam de acordo e sincronizados, para que o amor resulte e progrida...E as vezes acontece: ficam óptimas...as veias e o amor...refluem e estão permeáveis. O que significa que é bom para ambos e que tudo corre bem, aparentemente está tudo resolvido, o típico " felizes para sempre". Mas então começamos-nos a lembrar-nos da necessidade de manter a veia permeável, do risco de infecção e das flebites (que ditam o fim da tão difícil veia)... e as vezes acontece...perdemos a veia e o amor. E então volta tudo ao inicio: a procura da veia, que nem sempre é fácil... e o resto do procedimento. Tal como o amor, quando se perde um, tentamos procucar outro ou encontrá-lo, consoante a perspectiva. O penoso é que às vezes não o encontramos... e procurá-lo exige tanto trabalho que eu cá prefiro mil vezes as veias...porque mesmo que não consiga e que as veias sejam muito dificéis temos outras para picar e ainda existe o catéter central...
Nas relações é mais complicado, demoramos mais tempo a recuperar e muito mais tempo a encontrar outro... Mas certamente que existe sempre outro, que será muito mais permeável...é preciso é cuidar dele e vigiá-lo com muito Amor.
Uma "Enfermeirice" do Amor,
Muitos beijinhos,
Ângela
2 comentários:
O dificil é progredir de facto, mas é isso que dá sentido à vida, arriscar picar e lutar para que a veia fique permeável looool...
Obrigada por toda a ajuda e paciencia, será que isto vai progredir?
Mil beijitos
Joaninha
Bom primeiro tenho que dizer que esta analogia esta simplesmente divinal!!! BRUTAl mesmo!!!
Mas queria aqui dizer também...que isto aqui...que isto aqui....UPS...já ia outra vez começar com a GATA FEDORENTA!!! LOLO
A verdade é que realmente é muito dificil mantermos a veia(amor) permeavel, mas quando tudo se conjuga..fica tudo mais facil. Quando as veias estão permeáveis, quando o abocath está em excelentes condições e nao esta fora de validade, quando a técnica é bem utilizada, quando a experiência em picar já é alguma (sim, a experiência na enfermagem, tal como no amor é muito importante. E não, nao estou a referir-me que tenhamos que ter tido muitos amores....apenas às vezes um nos basta para aprendermos tudo o que é necessário nesta vida)...mas continuando, também facilita o outro, a outra pessoa (tanto nas veias que tem, como na predisposição quando picamos)
Se nao vejamos:
Quando tentamos procurar uma veia, ela pode ser dificil de encontrar, mas normalmente essas sao as melhores e que duram muito mais tempo. O único senão é quando tentamos picar alguma veia, procuramos procuramos, encontramos muitas e ficamos todas contentes. Todas as condições estao impecáveis, mas o dono das veias (ou quem nos seduziu) tem as veias todas esclerosadas...e por muito que o abocath progrida não há maneira de refluir o sangue.... Passamos muitas vezes anos a pensar que o sangue vai finalmente refluir e que vamos conseguir encontrar uma veia que nao esteja esclerosada....mas depois lá caimos na real e percebemos que afinal todo o ser está esclerosado!!!! :(
Mas não há que desistir!! E Ângela, amiga, não queiras antes o catéter central...esse dói mais, é mais agressivo, e afinal de contas...também pode oobstruir!!! E depois viver a vida pelo lado mais fácil não e de todo a melhor forma de viver....é viver pela metade!!!!
Algum dia hao-de haver repuchos de sangue para todas nós :)
Beijinhos às minhas duas companheiras de blog....e não só!!! :)
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