segunda-feira, dezembro 03, 2007

Ilusões e Desilusões…

Um dia, alguém me disse, uma frase que faz todo o sentido: “ Só se desilude, quem se ilude”. Sim, é assim, duramente e verdadeiramente assim.

Num momento não sabemos bem, qual ou onde, criamos a ilusão ou então fazem-nos acreditar nela; em determinada altura já é difícil perceber quem começou e quem deixou avançar… e por isso é tão difícil imaginar perder a nossa ilusão. Sendo assim, continuamos mais um pouco, avançamos na vida e na ilusão, mesmo que a cabeça e até já o coração, tenha a ideia que talvez seja em vão, mas… (a vida tem sempre um mas) avançamos mais um pouco para ter a certeza, na esperança de que a ideia esteja errada e que afinal a nossa ilusão não foi um jogo, que não andamos a viver uma história desigual…

Só que, às vezes a desilusão chega. Vem de mansinho, vai mostrando a sua forma e nós tentamos relativizar…mas de um momento para o outro tem manifestações tão grandes e tão fortes, que acaba de vez com a ilusão. É chamada a “desilusão mata ilusão”. Curta e grossa.

Bem, a ilusão morre. Mas sempre fica, a pena e a tristeza por termos percebido demasiado tarde a ponto de nos magoarmos. Ah e sim: a raiva, porque nos deixámos iludir!

quinta-feira, novembro 22, 2007

Cansada

Há momentos na nossa vida que desejamos que o ciclo acabe o mais rapidamente possivel e que se abra um melhor do que o anterior. Pois é nesta fase em que me encontro, desejosa que este ciclo de tristezas, desilusões, angústias, cansaços, medos e injustiças acabe e depressa. Agradeço a todos que de uma maneira ou de outra me tem acompanhado nesta dura caminhada, mas confesso que nao tenho tido vontade de sorrir...de ser a Joana sempre sorridente e tagarela, até eu tenho saudades de mim propria (estranho?)

Não é estranho, mas sim uma realidade, nada me tem saído bem em todos os campos e quando penso que alguma coisa vai começar a tomar um outro rumo, mais promissor e mais risonho, lá vem mais qualquer coisa inesperada que deita tudo abaixo, como a água que destroi num ápice um castelo de areia. É essa mesmo a metáfora apropriada para esta minha fase,eu esforço-me encho-me de coragem, porque nunca fui de desistir de nada em que acredito na vida, e construo vários castelos, mas o problema é que são de areia e o mais certo é virem abaixo e lá vão eles enrolados nas ondas e lá se vai todas as minhas forças misturadas com essas mesmas ondas...

Espero sinceramente que este ciclo acabe com o terminus deste ano de 2007 e que o ano de 2008 seja bem mais promissor e sorridente e que me devolva a alegria que tanto me tem faltado. Mas claro que, como sei, que nada me cai do céu vou continuar a lutar com todas as forças que me restam e as que nem sei que tenho, até construir o meu castelo robusto e seguro e alcançar o à tanto prometido arco-íris.

Joaninha**

segunda-feira, novembro 05, 2007

Às vezes...

Às vezes…

“Às vezes, mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito o que deveria ter sido feito, somos outra vez donos da nossa vida e é tudo outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes, é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar…sair pela porta sem a fechar, pedir silêncio paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é querer ficar, permanecer, construir, investir, amar.”

in Crónicas da Margarida; Margarida Rebelo Pinto (2002:132)


Será este o caminho? Esquecer? Seguir em frente? Se sim, porque dói tanto, porque nos divide? Porque continua uma parte de nós a querer esperar, a tentar insistir…
Racionalmente, já percebemos que chega, que já demos de nós mais do que deveríamos, mas o coração, esse nem sempre nos obedece. Teima em querer lutar, quando já se viu que vai perder. Às vezes é assim…o melhor de nós não chega e portanto só nos resta fazer o que tem de ser feito, dizer que não e seguir em frente.
Esquecer não é fácil, mas é possível e existe. Esquecer vive de braços dados com o tempo…é na esperança de que esse tempo chegue que vamos continuando...

quinta-feira, outubro 18, 2007

SINCERIDADE

A sinceridade faz amigos.
A falsidade faz inimigos.
Depende de nós
Ter amigos ou inimigos.
É livre a nossa opção.
A falsidade muda o amigo em inimigo.
A sinceridade faz do inimigo um amigo.
É melhor ser brutalmente sincero do que covardemente fingido.
Quem tem um amigo é feliz
Na vida - autenticidade.
No amor - sinceridade.
É preferível viver assim, amar assim, sofrer assim, esperar assim.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Enquanto tu não chegas... (amor perdido...)


Enquanto tu não chegas, vou fazendo a única coisa que me resta: esperar. Esperar por ti, pelo teu sorriso, pela tua alegria, pelos teus braços fortes e aconchegantes. E até lá, vivo. Com alegria, descansa. Sonhando de olhos abertos e esperando de olhos fechados, na esperança que apareças em qualquer lugar, em qualquer sítio e que passemos então a sonhar...Lado a lado, como diz a canção.
Mas, como os caminhos da vida nem sempre são fáceis, mas pelo contrário tumultuosos e cheios de bifurcações, demoras. Eu não me preocupo, sei que chegas, mas já sinto a saudade. Sabes que se sente saudade, até do que nunca se teve?
Mesmo quando tudo parece perfeito e completo, fazes falta. Ocupas um lugar que é só teu e nem a maior alegria faz desaparecer o teu espaço.
Demoras de mais, sabes? Existem dias, que parece que estás a chegar...mas outros...Onde vens afinal? Não sei. Será que tu sabes onde estás? Penso que não. Andas perdido. Perdido de ti...perdido de mim. Vais conseguir encontrar a tua rota? Não sei, mas existem coisas em que não te posso ajudar. Esta é uma delas...encontrares o teu caminho. Será que ele te trará até mim?

segunda-feira, outubro 08, 2007

Razão de Amar

Razão de Amar

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão –
Porque não tinha que ser.

Alberto Caeiro


Talvez devêssemos ler novamente o poema. E tirar dele o sentido das suas palavras, é esta a magia das palavras, que juntas, nos tocam o coração e muitas vezes reflectem a nossa vida.

Males de Amor. Quem não os tem? Toda a gente que já viveu, todos nós que ainda estamos vivos. Mas que também sofremos e às vezes não é pouco.
Muitas vezes, sofremos a rejeição e nessas alturas, em que a dor nos toma os dias e as horas, perguntamo-nos: Porquê? Porque não? O que fiz, o que o outro fez, qual a conjuntura, terá sido o timing? O clima? A minha personalidade? O que fiz de mal, onde errei? Fui a vítima, ou pelo contrário o culpado(a)?
Talvez nada disto. Aconteceu assim. Existiu uma única razão de ser: Não tinha que ser. É o destino, o Fado, ou qualquer outro nome ou adjectivo, mas o fim último é o mesmo. Não deu certo. Não foi desta vez.
Não faz mal, ou melhor faz. Dói, mas passa. Sempre passa. Um dia, não sabemos bem quando, ou onde, deixa de doer. Passa a ser uma cicatriz...daquelas que nos lembram a coragem que tivemos em determinada altura da vida. E aí? Nessa altura estamos prontos para um novo amor...um daqueles, esperámos nós ” tinha que ser”. Às vezes são os mais improváveis outras vezes os mais previsíveis. Mas para serem AMORES, têm que ser, têm que ter uma razão de existir.

Infelizmente, também nos cruzamos com os outros. Aqueles que nos enganam, aqueles em que nos deixamos enganar, mesmo que tudo pareça contra, mesmo que padeçam de uma razão de existir. Continuamos a alimentá-los na esperança vã, que durem, que consigam sobreviver, que talvez tenham futuro, mesmo quando a nossa cabeça diz que não e mais tarde o coração também, existe, ainda assim, uma parte de nós, que quer lutar.
Mas, às vezes os maiores vencedores, são os que reconhecem a derrota. Percebemos então que foi em vão. Acabamos sempre por o reconhecer, mais tarde ou mais cedo. Nestas alturas, o que nos ajuda são os outros amores, aqueles grandes, a que chamamos amizade, que são doutro tipo, mas que nos suportam. Nos momentos, em que estamos carregados de pedras, é bom aceitar a ajuda para dividir o seu peso, levá-las para longe, lá longe...onde acabaremos por construir um castelo e encontrar um amor com razão de ser.

Dedicado a alguém muito especial, que para além do castelo, vai receber um dia, um Arco Íris. Muitos beijinhos.

Angie***

terça-feira, outubro 02, 2007

As mulheres que lêem... (dedicado às Meninas da Fila da Frente)

No outro dia, li num artigo, que as mulheres que lêem frequentemente assustam os homens. Achei divertida a frase, até ler a justificação da conclusão do estudo
Assustam os homens, porque são curiosas, criativas, mais intuitivas, desenvolvem a inteligência e sobretudo porque se questionam e questionam os senhores do sexo oposto cada vez mais. Ora aí está, o fulcral da questão: os homens, na sua grande maioria (desculpem-me as excepções), detestam perguntas, justificações e sobretudo a intuição que nós mulheres temos desde nascença acerca de histórias mal contadas e resolvidas. Outra coisa, que nos ajuda muitíssimo é a intuição, aquela sensação de que algo não está bem, de que não é bem assim, que nos ajuda a perceber os sinais quase imperceptíveis. Posto isto, segundo o estudo, se as mulheres com estas capacidades, assustam os homens, o que eles querem mesmo é “dondocas” lindas e sedosas, pouco interpelativas. Será?
Eu, infelizmente, acredito cada vez mais. E digo isto após provas dadas de algumas “criaturas” que não são capazes de apostar em mulheres decididas, inteligentes e divertidas, porque são boas demais e continuam a aproveitar as oportunidades mais fáceis. O que se esquecem é que os dias passam e mais cedo ou mais tarde os homens decididos aparecem e “arrebatam” as mulheres de verdade. Quando as ditas “criaturas” acordarem será tarde de mais...
Enquanto mulheres, cabe-nos decidir: Continuamos a ler, a ser inteligentes e intuitivas…o que não nos impede de ser giras e assustar os homens ou então… evitamos não os assustar? A resposta parece óbvia, mas às vezes, até as mulheres mais decididas e fortes ficam “tristes” com a pouca sorte de encontrar sempre estes homens de fraca fibra…
Nesta altura, a sorte das mulheres inteligentes, é que normalmente estão rodeadas de outras também igualmente inteligentes e juntas conseguimos “desmontar” as tristes e cobardes atitudes de alguns homens e aí chegámos a verdadeiras conclusões:
- Nunca vamos perceber os homens;
- O melhor, é nem sequer tentar percebê-los;
- De onde veio a ideia, de que as mulheres é que são complicadas?

segunda-feira, setembro 17, 2007

Depois de algum tempo...

Deparei-me num papel solto (tenho muito este habito de escrever aquilo que leio e que gosto) com esta citação, fica apenas a ressalva que não sei qual é a fonte, e aqui ficam as minhas desculpas...
.." Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre o dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com o tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados.
Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar! " ...
Pensem nisto...
xi-coração
Joaninha

sábado, agosto 04, 2007

Palavras Sábias!

No outro dia fui ver a minha Vovó, e no meio de tanta conversa e dos meus desabafos (sim ela é mesmo a minha maior confidente) volta-se para mim e diz no alto dos seus 87 anos

"Joaninha, quanto melhor se é, menos sorte se tem..." by Vovó Clarinha
(claro que isto foi dito num contexto, que só algumas pessoas entendem, mas fez-me muito sentido...)

Pensem nisto
Joaninha***

sábado, julho 21, 2007

Ao meu encontro...

Deparei-me com este proverbio que me fez pensar, e pensei em po-lo aqui para que todos possam lê-lo também!

"O coração é uma riqueza que não se vende, não se compra, mas que se oferece..."

Pensem nisto...
Beijinhos
Joaninha

quinta-feira, junho 28, 2007

A história do dar a mão e ficar ao lado....

Dar a mão é um acto simples, simbólico, mas carregado de dádiva e de amor. Só conseguimos dar a mão a quem amamos e sim…não é só do amor apaixonado que estou a falar…se bem que aí também cai bem dar a mão.
Estou a falar do amor que temos por um irmão e de quem gostamos de olhar o rosto e perguntarmo-nos como foi possível crescer tão depressa.
Estou a falar do amor que entregamos todos os dias a quem se encontra no nosso caminho, de quem cuidamos. É possível cuidar sem amor, mas é mais ingrato e muito mais difícil. Talvez amor não seja a palavra mais correcta…não sei qual é…sei que é algo que nos motiva a todos os dias dar entrada em portas pesadas e a lutar contra, muitas vezes, a nossa própria angústia e incerteza. Tão mais fácil seria virar as costas a tudo.
Se calhar é o amor-próprio. Esse que às vezes foge, as vezes estica, mas está sempre cá. Talvez seja ele que nos motive a ir, a quer ficar, a impedir que saiamos e permitir que regressemos. Mas às vezes é tão mais simples não dar a mão, escondê-la e fingir que como só temos duas, não podemos dar uma…que nos faz falta …para tudo aquilo que temos de fazer.
Mas há situações em que dar a mão, ficar ao lado e olhar nos olhos…é a única solução. Aquela que mais dói, a que mais exige…porque às vezes também sentimos a mão afrouxar e o coração a partir. Mas aí ficamos com a certeza que ao menos demos a mão…que diminuímos o vazio e aproximamo-nos de alguém de uma forma profunda e enriquecedora…mesmo que soframos.

Ângela

segunda-feira, junho 18, 2007

Não posso adiar...

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o grito de libertação

Não posso adiar o meu coração

António Ramos Rosa.



Quantas e quantas vezes quisemos adiar a vida e o coração? Quantas vezes o fizemos? Pensando bem, talvez mais do que deveríamos.
Acredito, não devemos adiar a vida ou qualquer parte dela, pensando que o futuro vai ser igual nos momentos e nas oportunidades. Por mais difícil que seja enfrentá-la, este deve ser o nosso caminho. Porque o arrependimento vem. Mais tarde ou mais cedo, chega. Às vezes solto e leve, outras vezes carregado e pesa o coração.
Mas mesmo assim, acabamos sempre por nisto ou naquilo protelar decisões, deixar para amanhã, atitudes e confissões e depois... o ontem já passou e o hoje mostra que a oportunidade já se foi. E dolorosamente percebemos que já passou...que não há outra volta a dar a não ser outro caminho...ou então voltar para trás, o que também não é um caminho nada fácil, sobretudo porque na maior parte das vezes quando o procurado é achado, fica aos nossos olhos “mais pequenino”. Mas então porque continua a ser tão difícil fazer aqui e agora o que nos dá vontade? Porque nos continuamos a arrepender de não termos feito o que desejávamos em determinado momento? Se se adia, o justo era não sentir arrependimento.
Talvez seja a hora de não adiar as idas...de não fechar portas da vida e do coração...

Talvez possamos dar o grito da libertação...

Ângela

domingo, junho 17, 2007

Os paragdimas da vida...

Primeiro que tudo fica aqui o meu apreço pelo facto de termos mais uma colaboradora neste nosso blog, a minha GRANDE amiga Angie, é bom ter o prazer de ler o que escreves...

Nem sei bem como hei-de começar... há momentos na nossa vida que nos fazem pensar na nossa existencia, na nossa forma de reagir às adversidades, mas também esses momentos nos levam a reflectir, e muitas vezes essa introspecção é dolorosa e esclarece pouco...
Confesso que nesta busca de respostas (que tem sido inconclusivas às vezes), me pergunto com muita frequencia o porquê da busca da felicidade ser tao dificil de alcançar...Às vezes temo-las nas mãos e num abrir e fechar de olhos, e sem que percebamos, tudo esvoaça sem aviso....e lá caimos nós do alto e nos estatelamos no chão....sim, porque nem rede temos...
Seremos ingenuas? Não chamo ingenuidade à busca diária pela felicidade, e bem sei que aquilo que nos dá mais prazer dá trabalho e a felicidade nao nos caí assim do nada, mas continuo a interrogar-me o porquê de nada dar certo quando tentamos investir e sermos felizes....as portas fecham-se quando estamos dispostos a abrir muitas janelas...Será justo?

Dizem que só o tempo nos dará as respostas, mas nem sempre isto acontece (acho que há algumas pessoas que me entendem)...ou será que sim?
Bem, sei que nao há teorias, regras nem receitas para a felicidade, mas ao menos podia ser tudo bem mais simples...
Pensem nisto...

Beijitos
Joaninha***

sexta-feira, junho 15, 2007

A Teoria dos Abocaths...

Isto não é na verdade uma teoria...são apenas algumas ideias, que compartilhei com as miudas aqui na ESEFG...


A Teoria dos Abocaths é uma "Enfermeirice", que por sua vez é um estado agudo que se manifesta por estar sempre a falar da enfermagem e do material e de tudo ter uma comparação com esta nossa vida...É um bocado triste, mas é um vício e quanto mais se fala, mais se quer falar...são as consequencias de estar tanto tempo e de ocupar tanto da nossa vida a"Treinar" para ser Enfermeira.


Os Abocaths para quem não sabe, são um tipo de material importantíssimo para os enfermeiros e um esteriótipo mais actualizado do que as agulhas e as seringas...também picam, mas de maneira diferente. Estes são mais exigentes...ficam na veia e depois é lá que conectam os soros e se administram os medicamentos. Mas não é isto o fulcro da questão. O principal é que é fácil picar a veia e difícil progredir com o abocath, uma vez que exige muita concentração e destreza. Que o abocath seja o indicado, que a veia seja boa, que a técnica seja bem aplicada, que não se esteja ansioso e a tremer... são algumas das condições. A analogia resulta, com alguns amores. São fáceis de picar e díficeis de progredir...É preciso que os dois estejam de acordo e sincronizados, para que o amor resulte e progrida...E as vezes acontece: ficam óptimas...as veias e o amor...refluem e estão permeáveis. O que significa que é bom para ambos e que tudo corre bem, aparentemente está tudo resolvido, o típico " felizes para sempre". Mas então começamos-nos a lembrar-nos da necessidade de manter a veia permeável, do risco de infecção e das flebites (que ditam o fim da tão difícil veia)... e as vezes acontece...perdemos a veia e o amor. E então volta tudo ao inicio: a procura da veia, que nem sempre é fácil... e o resto do procedimento. Tal como o amor, quando se perde um, tentamos procucar outro ou encontrá-lo, consoante a perspectiva. O penoso é que às vezes não o encontramos... e procurá-lo exige tanto trabalho que eu cá prefiro mil vezes as veias...porque mesmo que não consiga e que as veias sejam muito dificéis temos outras para picar e ainda existe o catéter central...


Nas relações é mais complicado, demoramos mais tempo a recuperar e muito mais tempo a encontrar outro... Mas certamente que existe sempre outro, que será muito mais permeável...é preciso é cuidar dele e vigiá-lo com muito Amor.



Uma "Enfermeirice" do Amor,



Muitos beijinhos,



Ângela

domingo, junho 03, 2007

Benção

O nosso compromisso....
Comprometo-me solenemente, a exercer, com competência e dignidade, a minha profissão.
Tudo farei, para elevar o nível da ENFERMAGEM.
No desempenho da profissão a que me quero dedicar, respeitarei sempre, a vida, a dignidade e os direitos humanos, obrigando-me a conservar em segredo, tudo o que não tenha obtido permissão para divulgar.
Não permitirei, que considerações de nacionalidade,raça,sexo, cor, credo religioso ou politico possam interferir na minha actividade profissional.
Procurarei colaborar, com insenção, mas em verdadeiro espirito de equipa, com quantos se dediquem, à defesa da saúde e bem estar, dos individuosm familias ou colectividades, que me forem directamente atribuídos.
Consciente do valor decisivo da Enfermagem, como enfermeiro(a), partilharei com os restantes técnicos, a responsabilidade de estudar, estabelecer, e aplicar medidas, que visem a satisfação das necessidades, sociais e de saúde, das populações.
Promover a saúde, prevenir a doença. restabelecer o mais completamente possível, a saúde que se perdeu, e avaliar o sofrimento, constituírão, as minhas responsabilidades fundamentais, como ENFERMEIRO (A).
Obrigada a todos =)
Beijitos
Joaninha

terça-feira, abril 10, 2007

A Outra Face da Inveja

"Aqueles que são invejados entristecem-se com o rancor que sentem à sua volta; se são orgulhosos, por receio de algum prejuízo; se generosos, por compaixão dos que invejam. Mas depressa se alegram: se me invejam, isso quer dizer que tenho um valor, dos méritos, das graças; quer dizer que sentem e reconhecem a minha grandeza, o meu triunfo. A inveja é a sombra obrigatória do génio e da glória, e os invejosos não passam, de forma odiosa, de admiradores rebeldes e testemunhas involuntárias. Não custa muito perdoar-lhes, quando existe o direito de me comprazer e desprezá-los. Posso mesmo estar-lhes, com frequência, gratos pelo facto de o veneno da inveja ser, para os indolentes, um vinho generoso que confere novo vigor para novas obras e novas conquistas. A melhor vingança contra aqueles que me pretendem rebaixar consiste em ensaiar um voo para um cume mais elevado. E talvez não subisse tanto sem o impulso de quem me queria por terra. O indivíduo verdadeiramente sagaz faz mais: serve-se da própria difamação para retocar melhor o seu retrato e suprimir as sombras que lhe afectam a luz. O invejoso torna-se, sem querer, o colaborador da sua perfeição."


Giovanni Papini


;) ;) Beijinhos

domingo, abril 01, 2007

A nossa Casa!!

A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onde está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!

Onde está ela, Amor, anossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?

Sonho...que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos,
Duma terra de rosas, num jardim,

Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim....

Florbela Espanca

Beijinhos a todos :)

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

A Ilha dos Sentimentos

“ Era uma vez uma ilha onde viviam todos os sentimentos : a Felicidade, a Tristeza, a Sabedoria e o Amor. Um dia anunciou-se aos sentimentos que a ilha se ia afundar. Eles então prepararam os seus barcos e partiram. Só faltava o Amor, que queria ficar até ao último momento.
Quando a ilha estava quase a desaparecer ele decidiu pedir ajuda. A Riqueza passou ao seu lado num barco luxuoso e o Amor perguntou-lhe :
- “ Riqueza, podes-me levar?”
- “Não, porque há imenso dinheiro no meu barco portanto não tenho lugar para ti”
O Amor decidiu, então, pedir ao Orgulho, que também estava a passar num barco magnífico:
- “Orgulho, ajuda-me, peço-te!”
- “Não te posso ajudar, Amor. Estás molhado e podes estragar o meu barco”.
A Tristeza estava ao lado e o Amor pediu-lhe:
- “Tristeza, deixa-me ir contigo!...”
- “Ooh....Amor, estou tão triste que preciso de estar sozinha!”
A Felicidade também passou ao lado do Amor, mas estava tão feliz que nem o ouviu chamá-la! De repente, uma voz disse:
- “ Vem Amor, eu levo-te comigo”. Foi um velho que falou.
O Amor ficou tão contente que se esqueceu de perguntar o nome ao velho. Mal chegaram a terra firme, o velho foi-se embora. O Amor realizou o quanto lhe tinha ficado a dever e perguntou à Sabedoria:
- “Quem é que me ajudou?”
- “Foi o Tempo” – respondeu a Sabedoria.
- “O Tempo?”- interrogou-se o Amor.
- “Mas porque é que ele me ajudou?”
A Sabedoria sorriu e respondeu:
- “Porque só o Tempo é capaz de perceber o quanto o Amor é importante na vida!”


Beijinhos

domingo, fevereiro 11, 2007

Sonhos?

"Sonhamos que é possivel outro mundo, e tornaremos realidade esse outro mundo possivel", será que é assim tão linear?
Pensem nisto...
Joaninha***