quinta-feira, junho 28, 2007

A história do dar a mão e ficar ao lado....

Dar a mão é um acto simples, simbólico, mas carregado de dádiva e de amor. Só conseguimos dar a mão a quem amamos e sim…não é só do amor apaixonado que estou a falar…se bem que aí também cai bem dar a mão.
Estou a falar do amor que temos por um irmão e de quem gostamos de olhar o rosto e perguntarmo-nos como foi possível crescer tão depressa.
Estou a falar do amor que entregamos todos os dias a quem se encontra no nosso caminho, de quem cuidamos. É possível cuidar sem amor, mas é mais ingrato e muito mais difícil. Talvez amor não seja a palavra mais correcta…não sei qual é…sei que é algo que nos motiva a todos os dias dar entrada em portas pesadas e a lutar contra, muitas vezes, a nossa própria angústia e incerteza. Tão mais fácil seria virar as costas a tudo.
Se calhar é o amor-próprio. Esse que às vezes foge, as vezes estica, mas está sempre cá. Talvez seja ele que nos motive a ir, a quer ficar, a impedir que saiamos e permitir que regressemos. Mas às vezes é tão mais simples não dar a mão, escondê-la e fingir que como só temos duas, não podemos dar uma…que nos faz falta …para tudo aquilo que temos de fazer.
Mas há situações em que dar a mão, ficar ao lado e olhar nos olhos…é a única solução. Aquela que mais dói, a que mais exige…porque às vezes também sentimos a mão afrouxar e o coração a partir. Mas aí ficamos com a certeza que ao menos demos a mão…que diminuímos o vazio e aproximamo-nos de alguém de uma forma profunda e enriquecedora…mesmo que soframos.

Ângela

segunda-feira, junho 18, 2007

Não posso adiar...

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o grito de libertação

Não posso adiar o meu coração

António Ramos Rosa.



Quantas e quantas vezes quisemos adiar a vida e o coração? Quantas vezes o fizemos? Pensando bem, talvez mais do que deveríamos.
Acredito, não devemos adiar a vida ou qualquer parte dela, pensando que o futuro vai ser igual nos momentos e nas oportunidades. Por mais difícil que seja enfrentá-la, este deve ser o nosso caminho. Porque o arrependimento vem. Mais tarde ou mais cedo, chega. Às vezes solto e leve, outras vezes carregado e pesa o coração.
Mas mesmo assim, acabamos sempre por nisto ou naquilo protelar decisões, deixar para amanhã, atitudes e confissões e depois... o ontem já passou e o hoje mostra que a oportunidade já se foi. E dolorosamente percebemos que já passou...que não há outra volta a dar a não ser outro caminho...ou então voltar para trás, o que também não é um caminho nada fácil, sobretudo porque na maior parte das vezes quando o procurado é achado, fica aos nossos olhos “mais pequenino”. Mas então porque continua a ser tão difícil fazer aqui e agora o que nos dá vontade? Porque nos continuamos a arrepender de não termos feito o que desejávamos em determinado momento? Se se adia, o justo era não sentir arrependimento.
Talvez seja a hora de não adiar as idas...de não fechar portas da vida e do coração...

Talvez possamos dar o grito da libertação...

Ângela

domingo, junho 17, 2007

Os paragdimas da vida...

Primeiro que tudo fica aqui o meu apreço pelo facto de termos mais uma colaboradora neste nosso blog, a minha GRANDE amiga Angie, é bom ter o prazer de ler o que escreves...

Nem sei bem como hei-de começar... há momentos na nossa vida que nos fazem pensar na nossa existencia, na nossa forma de reagir às adversidades, mas também esses momentos nos levam a reflectir, e muitas vezes essa introspecção é dolorosa e esclarece pouco...
Confesso que nesta busca de respostas (que tem sido inconclusivas às vezes), me pergunto com muita frequencia o porquê da busca da felicidade ser tao dificil de alcançar...Às vezes temo-las nas mãos e num abrir e fechar de olhos, e sem que percebamos, tudo esvoaça sem aviso....e lá caimos nós do alto e nos estatelamos no chão....sim, porque nem rede temos...
Seremos ingenuas? Não chamo ingenuidade à busca diária pela felicidade, e bem sei que aquilo que nos dá mais prazer dá trabalho e a felicidade nao nos caí assim do nada, mas continuo a interrogar-me o porquê de nada dar certo quando tentamos investir e sermos felizes....as portas fecham-se quando estamos dispostos a abrir muitas janelas...Será justo?

Dizem que só o tempo nos dará as respostas, mas nem sempre isto acontece (acho que há algumas pessoas que me entendem)...ou será que sim?
Bem, sei que nao há teorias, regras nem receitas para a felicidade, mas ao menos podia ser tudo bem mais simples...
Pensem nisto...

Beijitos
Joaninha***

sexta-feira, junho 15, 2007

A Teoria dos Abocaths...

Isto não é na verdade uma teoria...são apenas algumas ideias, que compartilhei com as miudas aqui na ESEFG...


A Teoria dos Abocaths é uma "Enfermeirice", que por sua vez é um estado agudo que se manifesta por estar sempre a falar da enfermagem e do material e de tudo ter uma comparação com esta nossa vida...É um bocado triste, mas é um vício e quanto mais se fala, mais se quer falar...são as consequencias de estar tanto tempo e de ocupar tanto da nossa vida a"Treinar" para ser Enfermeira.


Os Abocaths para quem não sabe, são um tipo de material importantíssimo para os enfermeiros e um esteriótipo mais actualizado do que as agulhas e as seringas...também picam, mas de maneira diferente. Estes são mais exigentes...ficam na veia e depois é lá que conectam os soros e se administram os medicamentos. Mas não é isto o fulcro da questão. O principal é que é fácil picar a veia e difícil progredir com o abocath, uma vez que exige muita concentração e destreza. Que o abocath seja o indicado, que a veia seja boa, que a técnica seja bem aplicada, que não se esteja ansioso e a tremer... são algumas das condições. A analogia resulta, com alguns amores. São fáceis de picar e díficeis de progredir...É preciso que os dois estejam de acordo e sincronizados, para que o amor resulte e progrida...E as vezes acontece: ficam óptimas...as veias e o amor...refluem e estão permeáveis. O que significa que é bom para ambos e que tudo corre bem, aparentemente está tudo resolvido, o típico " felizes para sempre". Mas então começamos-nos a lembrar-nos da necessidade de manter a veia permeável, do risco de infecção e das flebites (que ditam o fim da tão difícil veia)... e as vezes acontece...perdemos a veia e o amor. E então volta tudo ao inicio: a procura da veia, que nem sempre é fácil... e o resto do procedimento. Tal como o amor, quando se perde um, tentamos procucar outro ou encontrá-lo, consoante a perspectiva. O penoso é que às vezes não o encontramos... e procurá-lo exige tanto trabalho que eu cá prefiro mil vezes as veias...porque mesmo que não consiga e que as veias sejam muito dificéis temos outras para picar e ainda existe o catéter central...


Nas relações é mais complicado, demoramos mais tempo a recuperar e muito mais tempo a encontrar outro... Mas certamente que existe sempre outro, que será muito mais permeável...é preciso é cuidar dele e vigiá-lo com muito Amor.



Uma "Enfermeirice" do Amor,



Muitos beijinhos,



Ângela

domingo, junho 03, 2007

Benção

O nosso compromisso....
Comprometo-me solenemente, a exercer, com competência e dignidade, a minha profissão.
Tudo farei, para elevar o nível da ENFERMAGEM.
No desempenho da profissão a que me quero dedicar, respeitarei sempre, a vida, a dignidade e os direitos humanos, obrigando-me a conservar em segredo, tudo o que não tenha obtido permissão para divulgar.
Não permitirei, que considerações de nacionalidade,raça,sexo, cor, credo religioso ou politico possam interferir na minha actividade profissional.
Procurarei colaborar, com insenção, mas em verdadeiro espirito de equipa, com quantos se dediquem, à defesa da saúde e bem estar, dos individuosm familias ou colectividades, que me forem directamente atribuídos.
Consciente do valor decisivo da Enfermagem, como enfermeiro(a), partilharei com os restantes técnicos, a responsabilidade de estudar, estabelecer, e aplicar medidas, que visem a satisfação das necessidades, sociais e de saúde, das populações.
Promover a saúde, prevenir a doença. restabelecer o mais completamente possível, a saúde que se perdeu, e avaliar o sofrimento, constituírão, as minhas responsabilidades fundamentais, como ENFERMEIRO (A).
Obrigada a todos =)
Beijitos
Joaninha