Um dia, alguém me disse, uma frase que faz todo o sentido: “ Só se desilude, quem se ilude”. Sim, é assim, duramente e verdadeiramente assim.
Num momento não sabemos bem, qual ou onde, criamos a ilusão ou então fazem-nos acreditar nela; em determinada altura já é difícil perceber quem começou e quem deixou avançar… e por isso é tão difícil imaginar perder a nossa ilusão. Sendo assim, continuamos mais um pouco, avançamos na vida e na ilusão, mesmo que a cabeça e até já o coração, tenha a ideia que talvez seja em vão, mas… (a vida tem sempre um mas) avançamos mais um pouco para ter a certeza, na esperança de que a ideia esteja errada e que afinal a nossa ilusão não foi um jogo, que não andamos a viver uma história desigual…
Só que, às vezes a desilusão chega. Vem de mansinho, vai mostrando a sua forma e nós tentamos relativizar…mas de um momento para o outro tem manifestações tão grandes e tão fortes, que acaba de vez com a ilusão. É chamada a “desilusão mata ilusão”. Curta e grossa.
Bem, a ilusão morre. Mas sempre fica, a pena e a tristeza por termos percebido demasiado tarde a ponto de nos magoarmos. Ah e sim: a raiva, porque nos deixámos iludir!