quinta-feira, novembro 22, 2007

Cansada

Há momentos na nossa vida que desejamos que o ciclo acabe o mais rapidamente possivel e que se abra um melhor do que o anterior. Pois é nesta fase em que me encontro, desejosa que este ciclo de tristezas, desilusões, angústias, cansaços, medos e injustiças acabe e depressa. Agradeço a todos que de uma maneira ou de outra me tem acompanhado nesta dura caminhada, mas confesso que nao tenho tido vontade de sorrir...de ser a Joana sempre sorridente e tagarela, até eu tenho saudades de mim propria (estranho?)

Não é estranho, mas sim uma realidade, nada me tem saído bem em todos os campos e quando penso que alguma coisa vai começar a tomar um outro rumo, mais promissor e mais risonho, lá vem mais qualquer coisa inesperada que deita tudo abaixo, como a água que destroi num ápice um castelo de areia. É essa mesmo a metáfora apropriada para esta minha fase,eu esforço-me encho-me de coragem, porque nunca fui de desistir de nada em que acredito na vida, e construo vários castelos, mas o problema é que são de areia e o mais certo é virem abaixo e lá vão eles enrolados nas ondas e lá se vai todas as minhas forças misturadas com essas mesmas ondas...

Espero sinceramente que este ciclo acabe com o terminus deste ano de 2007 e que o ano de 2008 seja bem mais promissor e sorridente e que me devolva a alegria que tanto me tem faltado. Mas claro que, como sei, que nada me cai do céu vou continuar a lutar com todas as forças que me restam e as que nem sei que tenho, até construir o meu castelo robusto e seguro e alcançar o à tanto prometido arco-íris.

Joaninha**

segunda-feira, novembro 05, 2007

Às vezes...

Às vezes…

“Às vezes, mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito o que deveria ter sido feito, somos outra vez donos da nossa vida e é tudo outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes, é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar…sair pela porta sem a fechar, pedir silêncio paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é querer ficar, permanecer, construir, investir, amar.”

in Crónicas da Margarida; Margarida Rebelo Pinto (2002:132)


Será este o caminho? Esquecer? Seguir em frente? Se sim, porque dói tanto, porque nos divide? Porque continua uma parte de nós a querer esperar, a tentar insistir…
Racionalmente, já percebemos que chega, que já demos de nós mais do que deveríamos, mas o coração, esse nem sempre nos obedece. Teima em querer lutar, quando já se viu que vai perder. Às vezes é assim…o melhor de nós não chega e portanto só nos resta fazer o que tem de ser feito, dizer que não e seguir em frente.
Esquecer não é fácil, mas é possível e existe. Esquecer vive de braços dados com o tempo…é na esperança de que esse tempo chegue que vamos continuando...