"Confesso que me agradam os pensamentos Zen e, de entre eles, destaco o que dá título a este texto e que se deve a Tom Stoppard, talvez porque transmite uma ideia de continuidade e, também, de esperança. Ou seja, o que ele nos diz é que, mesmo quando decidimos fechar uma porta, encerrar um capítulo na nossa vida, é importante mantermos bem presente a ideia que, sendo uma decisão difícil, é também necessária, pois só assim haverá lugar para o surgimento de novas oportunidades. De nada vale deixar que o quotidiano seja pontuado com reticências. Só através de pontos finais se podem dar inicio a novas frases e, também, a novos ciclos de vida possivelmente mais felizes.
Adiar decisões é sinónimo de fraqueza e de falta de maturidade. É querer manter um pé em terra firme e, ao mesmo tempo, desejar saltar dali para fora. Claro está que esta estratégia não resulta, e só provoca um crescente desconforto interno. Depois de tomada a decisão, pode até haver um período de autêntica travessia no deserto mas, apesar do caminho ser penoso, importa acreditar que o que nos espera é algo de bom e é aí que reside a esperança. O povo costuma dizer, “enquanto há vida, há esperança”. A ideia oposta é, a meu ver, muito mais real…isto é, “enquanto há esperança, há vida”.
A esperança constitui uma energia interna que cresce a cada momento e que nos torna capazes de derrubar muros que considerávamos intransponíveis. Mas não se pode confundir esperança, com passividade. Nada disso! Quem espera que as coisas lhe caiam do céu sem ter de se esforçar, não se encontra movido pela esperança. Acredita simplesmente na sorte e deixa-se andar. A este propósito, recordo sempre quando trabalhei com doentes terminais e era notória a diferença entre aqueles que mantinham a esperança de uma cura, e os outros que já tinham desistido de lutar. O estado clínico podia ser o mais grave possível mas, contra todos os vaticínios, havia algo inexplicável pela ciência que os mantinha vivos. Continuavam a luta procurando saídas, indo para lá do que o cansaço permitia, combatendo lado a lado com o desespero e a dor. A esperança é isso mesmo. Materializa-se numa luzinha que se acende ao fundo do túnel e nos ajuda a enfrentar os quotidianos penosos, a acreditar que qualquer saída é mesmo uma entrada para outro lado.. que o dia que amanhece pode ser mais brilhante que o anterior, que o amor se pode encontrar ao virar da esquina quando menos esperamos. É algo irracional, ilógico…..uma espécie de fé inabalável que, quando existe, nos mantém vivos!"
Adiar decisões é sinónimo de fraqueza e de falta de maturidade. É querer manter um pé em terra firme e, ao mesmo tempo, desejar saltar dali para fora. Claro está que esta estratégia não resulta, e só provoca um crescente desconforto interno. Depois de tomada a decisão, pode até haver um período de autêntica travessia no deserto mas, apesar do caminho ser penoso, importa acreditar que o que nos espera é algo de bom e é aí que reside a esperança. O povo costuma dizer, “enquanto há vida, há esperança”. A ideia oposta é, a meu ver, muito mais real…isto é, “enquanto há esperança, há vida”.
A esperança constitui uma energia interna que cresce a cada momento e que nos torna capazes de derrubar muros que considerávamos intransponíveis. Mas não se pode confundir esperança, com passividade. Nada disso! Quem espera que as coisas lhe caiam do céu sem ter de se esforçar, não se encontra movido pela esperança. Acredita simplesmente na sorte e deixa-se andar. A este propósito, recordo sempre quando trabalhei com doentes terminais e era notória a diferença entre aqueles que mantinham a esperança de uma cura, e os outros que já tinham desistido de lutar. O estado clínico podia ser o mais grave possível mas, contra todos os vaticínios, havia algo inexplicável pela ciência que os mantinha vivos. Continuavam a luta procurando saídas, indo para lá do que o cansaço permitia, combatendo lado a lado com o desespero e a dor. A esperança é isso mesmo. Materializa-se numa luzinha que se acende ao fundo do túnel e nos ajuda a enfrentar os quotidianos penosos, a acreditar que qualquer saída é mesmo uma entrada para outro lado.. que o dia que amanhece pode ser mais brilhante que o anterior, que o amor se pode encontrar ao virar da esquina quando menos esperamos. É algo irracional, ilógico…..uma espécie de fé inabalável que, quando existe, nos mantém vivos!"
by T.P.M.
3 comentários:
O movimento constante e perpétuo das coisas, o yang e o ying enquanto froças do bem e do mal, ou do positivo e do negativo.....
Efectivamente, não há principio nem fim... pelo menos eu não o procuro... quero apenas encontrar equilíbrio, neste movimento constante e perpétuo durante a minha breve estadia por estes lados...
bjs às duas Princesas!
Olá! Pelos vistos gostaram do meu artigo, é só pena que não tenham referido a fonte ... ;) um beijinho da Teresa Paula Marques
Apenas para referir que a fonte encontra-se mesmo no fim do texto!! A única falha somente deva estar no nome estar por iniciais!! Aqui fica a correcção do mal entendido!!
Ass: Beta
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